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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

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  • Raisa Arruda

Sobre as marcas do amor.

Achei esse texto lindo, da Amanda, autora do blog Unidunikids! Ela fala sobre as estrias, mas podem ser tantas outras marcas que a gestação nos deixa, e que levaremos ao resto da vida!

” […] precisei muito mais do que eu mesma para carregar esse amor.”

Segue texto completo, espero que gostem tanto quanto eu!

Dos meus entraves sentimentais, ter amor pelas minhas estrias deve ter sido uma das guerras mais homéricas dos últimos tempos no meu coração. Nós mulheres já somos um rio de hormônios que nos fazem ter mil variações de auto-estima, mas quando engravidamos, esse rio vira uma corredeira radical e tudo que acontece em nossas vidas nos leva em segundos do muito feliz para o muito triste.

Enquanto via e ouvia todos comentando sobre a disposição, a maquiagem e o salto alto da Duquesa Kate Middleton saíndo da maternidade, eu só conseguia reparar na barriga dela, e ter a confortável sensação de achar que tínhamos algo em comum, que era parecer que ainda tinha outro filho na barriga. Me assustei muito quando vi minha “barriga murcha” pela primeira vez. Era gelatinosa, grande e lá estavam é claro, as estrias que havia ganhado durante a gravidez e que sabia que iriam me acompanhar pro resto da vida, na piscina, na praia e nos momentos de intimidade com o meu marido. Eu estava na “Vibe mágica” do início da maternidade, mas toda vez que ia me trocar, a mulherzinha que ainda habitava um cantinho daquele corpo agora chamado “mãe” ficava imaginando “se tudo aquilo ali ia se juntar e voltar a ser uma barriga normal“, se voltaria ao peso de antes, se o peito iria cair…

Algumas pessoas ao me encontrar diziam que eu já estava com o corpo de antes, que a maternidade tinha me deixado mais bonita, mas como eu não estava cabendo em nenhuma das minhas roupas de antigamente e minhas olheiras não podiam ser escondidas nem com um quilo de maquiagem, sabia que eram palavras de apoio, mas não eram totalmente verdadeiras. Me sentia poderosa por ter abrigado uma vida que agora dependia de mim para sobreviver, mas também me sentia frágil e fraca. Não gostava de me ver no espelho e muito menos ser vista.

O fato é que quanto mais eu pensava nisso, mais eu me fechava e me escondia. As consequências eram muitas, desde um sentimento de culpa por “estar preocupando com uma coisa tão superficial” até asinevitáveis brigas com o marido, que eu julgava ter perdido o interesse em mim. Não adiantava ninguém me dizer que isto estava na minha cabeça. Para mim estava na minha barriga, nos meus quadris, espalhado no meu corpo.

Mas apesar de todos esses conflitos internos, aprendi a amar minhas estrias de um jeito bem simples. Como muitas mães dizem para seus filhos, “eu engoli meu choro” e ergui minha cabeça e minha postura (até porque a postura correta diminui a barriga também..rsrs). Me dei conta que meus filhos eram feitos de muito amor, e esse amor simplesmente não cabia em mim. Elas hoje para mim são as provas físicas desse imenso amor, e se um dia eles ou alguém duvidar disso, ali estarão minhas estrias para comprovar que precisei muito mais do que eu mesma para carregar esse amor. O mundo também não para de girar para a gente juntar nossos pedacinhos quebrados, e isso significa dizer que o tempo e os momentos são preciosos demais para deixar passar ou preencher com tristezas. E o melhor é que ser feliz é uma forma de convidar as pessoas a descobrir/redescobrir o quanto a vida a seu lado é interessante, e eu não queria que meus filhos, maridos, familiares e amigos pensassem diferente.

E tudo isso por causa de umas estrias na barriga…

Amanda Gusmão – Blog Unidunikids – As estrias que eu amo

#amor #marcas #autoestima #gravidez #gestação #estrias

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