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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

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  • Raisa Arruda

Sobre a rotina do bebê – minha experiência.

Atualizado: Fev 14

(Antes de tudo: Eu não queria ser dessas mães que acabam de ter filhos e passam a escrever em blogs sobre isso, acho super bacana ler alguns ( e acho que no post “sobre os pais na terra do nunca…” ficou um pouco da minha posição sobre isso), eu achava que seria muita pretensão minha escrever sobre, na verdade sempre achei que escrever qualquer coisa seria pretensioso – dificuldade que me perseguiu durante a faculdade quando inscrevia trabalhos em congressos e NUNCA ia apresentar rs, só que quando você vive um momento dessa magnitude, isso muda, e eu sinto uma vontade estranha de querer compartilhar, principalmente as descobertas e constatações – e acredito que preciso desvincular minhas descobertas das minhas leituras, mas é tão magnífico viver uma situação e depois do desespero, você se vê do outro lado, não do lado de quem leu o que leu, mas do lado de quem tá vivendo e de quem se tornou mãe, esse ser que não recebe manual nenhum. Bom, então, chega de lenga-lenga e vamos ao post! 😉

Durante bom tempo eu repeti incessantemente a vários pais a importância da rotina na organização da vida da criança, o quanto isso orienta a criança inclusive na sua organização emocional, e daí também o fato de os limites serem fundamentais no desenvolvimento emocional e mais um monte de coisa. Hoje, com 25 dias, vivo isso na prática. Tive que interromper a mamada do Hugo três vezes porque precisei ir à uma consulta, e o horário era no horário que Hugo estabeleceu a si mesmo para mamar, já que ele se organizou de 3h em 3h, um pouco a mais, um pouco a menos… Eis que ao quebrar a rotina que demorou 3 semanas para se estabelecer e organizar a vida do meu filho – sem esforço ou tentativa de imposição como em alguns manuais, porque as crianças se organizam, e isso é incrível – ter quebrado a rotina mesmo que por poucas horas foi o suficiente pra gerar uma tarde inteira de choro, dificuldade de dormir e uma mamada bastante longa e ansiosa. O que acontece é que a organização e os limites são fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças, tanto os nossos limites enquanto mães, quanto os limites que são estabelecidos para e por eles. A necessidade por limite e delimitação de espaços e situações é tão real, que um bebê encontra uma maneira de se organizar para começar a se relacionar com o mundo, seja de hora em hora, seja de 3h em 3h, ele encontra uma maneira… Hoje eu vi o que a quebra da rotina faz com um bebê, Hugo passou a tarde ansioso, respiração ofegante, e durante a mamada segurava com tanta força meu top, e a qualquer movimento de que eu iria tirar ele do peito, pois ele te mania de arrotar mamando, ele chorava com um desespero que eu só vi quando ele teve cólica pela primeira vez, e isso me fez pensar o que seria dele se não houvesse rotina alguma. Lembrei das crianças que conversei com dificuldades escolares – desde aprendizagem à dificuldades de socialização; e boa parte delas não tinha rotina nenhuma, almoçavam na hora que queriam, faziam tarefa em qualquer horário, não tinham rotina de sono, de banho… E isso causava uma bagunça na vida delas que dificultava aprender, pois todo conhecimento é estabelecido dentro de uma lógica e linha de pensamento que necessita de organização para ser compreendido. Eu lembro de algumas crianças que não conseguiam fazer as provas, por exemplo, não por hiperatividade ou déficit de atenção, mas porque era difícil ficar na sala e fazer prova naquele dia, naquele horário, porque era ruim ter que terminar a prova enquanto as outras crianças tinham terminado e estavam brincando, cansei de ouvir criança querendo fazer a prova depois do horário pra poder brincar, porque em podia parar a tarefa pra ver tv… Até pra pintar e desenhar as crianças precisam conhecer o que é limite, compreender que as linhas delimitam alguma coisa é necessário um conhecimento/experiência anterior de delimitações…

Em relação a esse tema, eu li uma matéria bem bacaninha, segue o link:

http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/

E um filme leve e engraçado, mas que leva à uma reflexão sobre o tema: Uma família em apuros.

#maternidade #limites #filhos #organização #rotina

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