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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

Reflexões, notícias e novidades para te inspirar e impulsionar a realizar teus sonhos e metas. Quero te ajudar na jornada do autocuidado, ampliar autoestima, e desenvolver autoconfiança.

 
 
  • Raisa Arruda

Quedas, proteção e mudanças no quarto.

Ultimamente não tenho conseguido vir aqui postar, pois não consigo fazer mais nada direito, a não ser cuidar do Hugo, e isso demanda muito tempo e energia. Eu adoro, me divirto bastante, gargalhamos juntos, brincamos, dançamos, e isso é maravilhoso, mas em contrapartida, alguns projetos ficam em passos lentos, o que não é ruim, pois a prioridade agora é ele, e como já disse mil vezes: o que é um ano, ou dois anos, frente aos meus 26/27, e os anos que ainda virão? Mas, de todo jeito, tem dias que eu estou com ele, e estou pensando em alguma coisa pra escrever e não consigo, nem no meu caderno de anotações, e a única coisa que me faz mais falta do que tudo é poder estudar o que eu quero, e o que eu gosto. E cuidar do Hugo não é incompatível com meu trabalho, mas preciso criar possibilidades para isso, sem que ele saia prejudicado e eu fique infeliz.

E sim, é um sintoma que é meu essa coisa de estudar e ler e estudar , já levei pra terapia porque achava que podia ser estranho ser assim, nunca foi um problema, mas eu sempre fui dessas que aquilo que eu gosto ou tenho curiosidade, eu quero estudar, estudar, ler, ler, e falar sobre, tanto que não gosto de falar do que eu não sei – ou não estudo, só falo daquilo que tenho o mínimo de conhecimento a respeito, pois gosto de ter minha opinião, mas só consigo formar uma opinião depois de ter ido atrás de conhecimento a respeito, e passando pela experiência…

A vida da criança é sempre presente, eu não posso partir do meu pressuposto de futuro ao criar meu filho, pois ele nem tem essa dimensão, e uma coisa que meu pai sempre dizia – que às vezes eu acho que ele esquece – “só tem futuro quem tem presente”, e uma coisa que eu aprendi, se fazer presente agora garante a presença no futuro, estar atenta, ouvir, e conversar, ao invés de estar sempre em outro lugar quando estou aqui é um passo enorme. E me machuca muito quando percebo que quem está comigo, não está. Fica há anos luz de distância… Mas vamos caminhando, pode ser que um dia as pessoas aprendam que o importante é o agora, e só com agora é se pode ter um depois…

Bom, essa fase que Hugo se encontra é muito gostosa! Aprendeu a engatinhar, já brinca um pouco com os brinquedos, e com tudo o que encontra, gosta de fazer barulho, adora um pote, uma colher, e um chocalho, adora comer papel (hahaha), não pode ver um livro que quer abrir e fechar, e fica super feliz quando a Peggy fica no seu colo (nossa miniatura de daschund)! Ao mesmo tempo é uma fase em que ficamos de olho o tempo INTEIRO, já notei que quando eu pisco o olho (olho pros lados, converso com alguém, respondo uma mensagem, ou atendo o telefone), mesmo que eu esteja do lado dele, se eu não estiver presente e atenta, sempre rola alguma situação que termina em choro, principalmente as quedas.

É muito difícil controlar o ímpeto de proteger o bebê, quando ele está prestes a cair. Eu estabeleci um limite para mim mesma, ficar atenta, se a queda for escorregando, de bumbum, sem tacar a cabeça em nenhuma quina, nada que possa causar um estrago ou machucar de verdade, eu sou menos “aloucaprotetora”, ele chora pelo susto, eu abraço, dou beijo, digo que já passou, e mostro outra coisa pra ele brincar, e passa… Ele já levou duas quedas bem pesadinhas, que me deixou com sentimento de pior mãe do mundo, sabe? Uma vez, depois de uma noite em claro, e ele já nessa de ensaiar engatinhar, acordou sem eu sentir, e caiu da cama, a sorte é que ele tinha derrubado os travesseiros no chão, acho que ele deve ter jogado no chão brincando e depois rolado, enfim, ele caiu, não se machucou, mas o meu susto e o meu grito assustaram ele! Depois, aqui na sala, brincando de ficar em pé, foi tentar sair do apoio do sofá para o apoio do móvel da sala, que era longe, caiu de cabeça no chão, aí o choro foi alto, com direito a soluço, engasgo, e eu com coração na mão. Depois dessas duas quedas, e da impossibilidade de fazer qualquer coisa e deixar ele sozinho por qualquer segundo, resolvi que a sala não será mais lugar pro Hugo brincar. Eu resolvi, porque sou eu quem fico o dia inteiro com ele, e sou eu quem a maioria do tempo fica aperreada em ver que ele quer explorar as coisas e não pode, e sou eu quem fica sozinha e quer beber água, ou ir ao banheiro, e não consigo. De todo jeito, claro, apesar de ter resolvido, conversei com meu marido, já que ele é o pai, e eu não crio Hugo sozinha, né? Quando ele consegue ficar em casa – já que trabalhar manhã, tarde, noite, fim de semana – ele me ajuda em tudo, e eu acredito que ele entende minhas queixas, apesar de não conseguir alcançar a dimensão delas, pois ele não as vive.

Quando Hugo nasceu, eu sonhava em fazer um quarto montessoriano, com colchão no chão, funcional, que possibilitasse o desenvolvimento do Hugo de maneira divertida, e que ele construísse seu conhecimento sobre ele mesmo e sobre o ambiente, pudesse experimentar movimentos, e etc… mas tem meu problema de coluna, que torna muito dificil pegar ele do chão, só que não muda nada, já que eu na sala preciso pegar ele do chão do mesmo jeito.

Essa semana vamos começar a organizar o quarto dele, tirar o berço (YAY!), colocar o colchão dele, e um meu de solteiro, no chão; vou chamar minha mãe pra pintarmos as paredes com coisas de criança, pensei em fazer balões coloridos na parte de cima da parede, com algumas frases como “all you need is love”, ou “amor da cabeça aos pés”, ou “make a way for a positive day”…, e algo que lembre a Papperland – do filme do Submarino Amarelo, na metade de baixo, coisas coloridas, vivas, e que despertem a curiosidade. Já separei caixas de papelão, que vou pintar de cores diferentes, e colar em cima de onde ficam as tomadas, e colocar os brinquedos dele dentro, tipo ninchos, e vou por a banheira dele na minha varanda, já que eu já troco ele no berço, em pé, porque ele não quer mais ficar deitado pra trocar a fralda!

No chão, eu vou colocar algumas almofadas, um tapete de eva colorido – que preciso colar os desenhos porque ele tira e põe na boca, depois vou colar o espelho que era do meu quarto de solteira na parede, quero colocar uma malha fazendo uma rede/casulo em cima do colchão, ainda não sei como vou fazer isso, mas ele gosta de dormir de rede, e acho ficaria legal.

Eu sonho com esse quarto desde que engravidei, nunca achei legal a ideia do bebê ficar preso num berço, cheio de grades, sem poder sair explorando o quarto e etc, tanto que eles choram quando ficam lá sozinhos, e to adorando que agora consegui convencer meu marido que esse quarto seria o ideal, pois dá mais liberdade ao Hugo, e me deixa mais tranquila, e aí eu vou poder retomar os estudos no ritmo que eu estava, e vou poder me dedicar ao blog, sem precisar sair de casa pra estudar ou escrever.

Bom, de todo jeito, vou começar com as mudanças quinta-feira, pois emprestei o berço dele pra uma amiga que vai ter neném, o brother do Hugo, e aí vai me ajudar muito! Doida pra que isso fique pronto até domingo! Posto pra vocês, assim que ficar tudo pronto! 😀

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