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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

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  • Raisa Arruda

Por que Psicologia?

Atualizado: Fev 14

Oi pessoas!


Vocês sabiam que dia 27 de Agosto é o Dia do Psicólogo?

Pra mim é um dia muito emocionante! Porque meu trabalho é intenso, todos os dias: sensível e cheio de emoções!


Hoje vou compartilhar com vocês minha história com essa escolha, como eu me apaixonei tanto por esse saber e prática profissional.


Descobri a psicologia com 13 anos. Na verdade, eu descobri a psicanálise com 13 anos. Na biblioteca do colégio, além dos livros habituais de uma biblioteca de escola de ensino fundamental, tinham uns livros diferentes, mais teóricos, pra mim na época, mais “adultos”.


Eu que já amava assistir programas sobre comportamento, no GNT, Discovery Channel, History Channel e afins, encontrei um livro sobre os principais conceitos de Freud e parecia que eu tinha encontrado ouro! Porque na sinopse do livro explicava de um jeito bem basicão do que se tratava, e eu achei que ali eu ia entender como a mente funcionava!


Eu fiquei fascinada pela história do inconsciente e a interpretação dos sonhos. Foi o suficiente! Eu queria ser alguém que fizesse aquilo que era descrito naquele livro descrevia, eu queria ser “aquilo” que o Freud inventou. Depois entendi que eu podia ser psicóloga e não necessariamente psicanalista.


Vamos voltar no tempo um pouquinho, um ano antes! Eu percebi que a escrita e leitura também faziam parte da minha vida, eu entendi que eu era uma “studyholic”, amava conhecer coisas novas e principalmente teorias que explicassem as pessoas, a sociedade, a história. Eu amava ler romances, Gógol, Dostoiévski, Tolstoi, Balzac, Victor Hugo, Ernest Hemingway e Saramago, eram (e ainda são) os meus favoritos. Meus autores preferidos e suas obras giravam em torno do pensamento dos personagens, suas motivações, suas intenções, conflitos emocionais e de identidade: questões morais, éticas e existenciais faziam parte do clímax. Foi quando também comecei a escrever em blogs, isso eu tinha 12 anos (na época o Weblogger do Terra, e Blogger que hoje é o Blogspot…), eu queria escrever, porque transbordava de palavras e pensamentos sobre vida. Por muito tempo achei que seria Psicóloga e Jornalista, ou escritora.


Tentei vestibular pros dois, passei em Psicologia, comecei a graduação em 2006. Até pensei em fazer jornalismo durante o curso de psicologia, por essa minha vontade de compartilhar informação, sabe? E por essa minha personalidade comunicativa, desinibida, sociável, que gosta de conhecer pessoas, ouvir pessoas, se conectar com pessoas, e estar sempre antenada, lendo e aprendendo.


Na graduação, eu achava que a psicologia era mais parada, sem muitas opções além das que nos apresentavam nas aulas, eu imaginava que a clínica seria sempre aquela cena clássica paciente e psicólogo, num setting, um falando e o outro escutando. Sem troca, sem criatividade, sem diálogo. Até que comecei minha primeira análise. E por mais que você esteja ali, parada no mesmo lugar, semi-deitada num divã, não parece jamais que você tá parada, sabe? A dinâmica do pensamento, as emoções que são suscitadas na fala, na lembrança… Nossa! Às vezes cansava como se eu tivesse saído de uma maratona!


Eu amo ouvir histórias! Sabe aquela pessoa na fila de qualquer lugar que reclama que os outros param pra contar toda a história de vida? Pois é, não sou eu. Escutar pessoas, escutar histórias, ler histórias, buscar os porquês, e se emocionar com as descobertas, essa sou eu.


A psicologia todos os dias me apresenta novas histórias, novas lutas, novos heróis e heroínas que dentro de si mesmos estão buscando e lutando por encontrar-se em sua unicidade e singularidade.

Reconhecendo as etiquetas sob as quais se prenderam e se limitaram a ser, e procuram retirar, algumas vezes com muito cuidado, outras vezes sem cerimônia, para encontrar debaixo de cada uma delas, o que existe de mais seu. O que é próprio e foi esquecido. Atualizar o que é próprio, que não desaparece, mas às vezes fica escondidinho, diante dos aprendizados da vida, do tempo, das relações.


O brilho no olhar ou no sorriso quando algo faz sentido, mesmo que antes ou depois, e o brilho da descoberta entre as lágrimas. Existe a raiva também, e a própria frustração. Nem sempre o brilho da descoberta se dá apenas por descobertas felizes, mas também por podermos enfrentar nossa fraqueza, defeitos e limitações. E integrar em si essas características não como lados opostos, mas como algo dinâmico e fluído, que se mistura e se transforma.


Afora as leituras que me apresentam novos prismas para enxergar a realidade, a sociedade, a cultura. E ainda os momentos em que é possível levar isso para outras pessoas, falar sobre isso, explicar, orientar, informar. Não como uma regra de ouro, como a informação que faltava; não como em um manual, mas como uma face de um prisma para se enxergar as coisas, ou sei lá, como uma possibilidade de se reinventar.


Vejo na psicologia um conjunto de teorias e ferramentas que podem possibilitar as pessoas de alcançarem maneiras criativas de reinventarem a vida, bem longe do jogo do contente, mas bem perto do aceitar e transformar com o que se tem.

Não apenas através da psicoterapia, mas através de todas as possibilidades que o psicólogo tem de atuar, informando as pessoas sobre a psiquê e comportamento, possibilitando ricas e intensas transformações. - Aqui está minha missão com as psicólogas, auxiliá-las nesse percurso de construir novas formas de atuação!


Eu escolhi a psicologia porque eu sou apaixonada pela vida, pelas pessoas e pela história. E todos os dias esses motivos se reforçam, e continuam fortalecendo a minha escolha, mesmo quando eu pensei por diversas vezes em abandonar o barco.


No dia do Psicólogo, eu só quero que a Psicologia seja reconhecida em seu real valor para a vida das pessoas, e que isso fortaleça ainda mais essa profissão tão linda de cultivar jardins.


Você também é Psicóloga? Compartilha com a gente como foi a tua descoberta profissional nos comentários :)


Beijo grande!

Raisa

#diadopsicólogo #psicologia #trabalho

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