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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

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  • Raisa Arruda

Considerações a respeito da Psicologia Escolar.

Das coisas que eu amo, uma delas é falar sobre psicologia, sobre projetos, possibilidades e a experiencia da psicologia com a arte. Então, ontem fui convidada a falar na aula da Prof. Luana Amoreira sobre o Papel do Psicólogo Escolar, dar um relato da minha experiência. Separei um pouco do material do grupo focal, onde utilizei a arte como dispositivo terapêutico, e saíram muitas produções e articulações interessantíssimas! A arte pode ser uma ferramenta deliciosa para se trabalhar, ora pode dar voz àquilo que não se consegue falar, ora pode ser complemento e dá sentido ao que se sente. A produção artística nos mostra uma infinita possibilidade para as crianças. A arte se aproxima do brincar no seu sentido de criar e jogar com os significantes e significados, mas diferente do brincar, a arte é enderaçada, chega à alguém, é um meio de se falar o não dito, de falar aquilo que o brincar elabora. De falar em outra linguagem, que não necessariamente por meio das palavras. Trabalhar na escola com intervenções com arte pode trazer resultados animadores nas relações estabelecidas no ambiente escolar, pois a arte tem por si só um caráter transformador, transforma-se tinta, tela, papel, giz de cera, massa de modelar, a arte permite que as coisas não sejam as mesmas e sejam várias e sejam novas e se tornem outras. Uma vez, uma menina de 07 anos, me perguntou se podia misturar as cores, e ao misturar olhou pro grupo e disse: “fica tão bonito quando se mistura tanta cor diferente, né?!” E não é essa a beleza do mundo?! Tantas cores diferentes compondo a humanidade, a natureza, o planeta?! E não seria tão bonito reconhecer que é na diferença que nos conhecemos e construímos?!

Falar sobre a Psicologia Escolar sempre é gratificante. Apesar da timidez, que pode não parecer, mas bate forte ao falar em público, foi bem bacana.

Expliquei que o trabalho do psicólogo escolar não é um trabalho clínico, no ambiente escolar, apesar de muitas pessoas confundirem. Como também as instituições e os pais esperam que os psicólogos sejam corretores de comportamento, quando na verdade nosso papel não é normativo. Muito pelo contrário, o psicólogo está ali para promover saúde; de buscar, junto dos indivíduos que formam a escola, meios de transformar aquele ambiente em um lugar que proporcione harmonia, que as crianças ao invés de adoecer, sintam-se protegidas e capazes de aprender. De construir um espaço que aproveite as potencialidades, e não um espaço que exclui o que está fora dos pressupostos do que “é normal”. Falei que muitas escolas tem o psicólogo, mas nem todas sabem pra quê ou por quê precisa desse profissional, e tentei explicar que nossa função é de harmonizar, não é um trabalho de bombeiro, de apagar fogo, mas de trabalhar projetos que ampliem aquilo que existe de interessante, bom, e que proporciona prazer e qualidade de vida; que estamos ali para cuidar das relações, e que as relações na escola são complexas, porque não estamos lidando apenas com os alunos, mas com tudo o que envolve o processo de aprendizagem deles: professores, coordenação, família. E como precisamos trabalhar as relações com a família… Tentar aproximar a família da escola, do filho, do processo de aprendizagem.

Outra coisa que eu lembrei quando estava falando foi da minha empolgação de fazer mil e uma atividades, mas que eu precisava primeiro respirar, observar, conhecer, e levantar as necessidades da escola, para que depois pudesse desenvolver um trabalho que estivesse afinado com as demandas. Não adianta nada chegar na escola e propor mil coisas, que até podem ser bacanas, mas que não é o que a escola precisa no momento. E não é o que os alunos estão necessitando.

Lembrei da importância de desmistificar nossa atuação! De deixar claro para os pais qual o nosso papel, e sempre que nos propormos a fazer qualquer coisa, lembrar que o nosso papel não é excluir, mas incluir, todos os alunos. Que a idéia de inclusão escolar não é somente algum aluno que apresenta alguma dificuldade física, ou algum diagnóstico psicopatológico, mas que todas as crianças em algum momento vão passar por essa experiência de inclusão/exclusão, porque é próprio do movimento das crianças (e adolescentes), eles vão buscar seus pares, porque estão construindo sua identidade, e na busca por seus pares, há um processo de exclusão e inclusão quase que incessante, por isso um dia a panelinha é formada por a+b+c+d, e depois é formada por a+d+f+h.

Outra coisa que devemos ficar atentos é que cada segmento tem uma particularidade, por isso que devemos trabalhar a informação, quando se tem um psicólogo para todos os segmentos, por mais que a gente se esforce, não vai ser a mesma coisa que um psicólogo que possa trabalhar as demandas de cada faixa etária, pois cada faixa etária possui demandas diferentes. Fora que a quantidade de alunos, com problemáticas diferentes, multiplicado pela família, é um contigente absurdo para uma única pessoa. E isso deve ser sempre discutido, para que nosso trabalho possa ser realizado de maneira mais completa, com mais detalhes, e traga mais resultados positivos.

E quanto aos professores? Bom, de 1997 à 2007, de acordo com uma pesquisa que encontrei, havia somente 70 trabalhos preocupados com a saúde do professor, e somente 1 sobre saúde mental desse professor, e o mais impressionante é que professor é a categoria que está mais afastada através do INSS por conta de bournout, depressão e afins!

E aí, como que só UM psicólogo pode realizar um trabalho que dê conta de todo esse universo em 40h? Como que estuda, se atualiza e cuida da própria escuta? Bom, pra que a gente possa desenvolver projetos, trabalhos, atividades, e ainda tenha uma escuta qualificada, é necessário uma formação constante. Atualização permanente, formação permanente! E para isso é necessário tempo, por isso, existe a luta pelo PL 30horas! 

Bom, terminei respondendo algumas questões sobre os projetos que desenvolvi no colégio: o grupo focal, o cinema com os pais, e como eu trabalhei com as professoras e com as famílias – quando dava tempo.

Foi ótimo, fiquei super feliz em ter falado a respeito da minha experiência, e de como eu enxergo a psicologia escolar como algo complexo, que não fica presa na relação aluno-saber, mas que nosso trabalho está ali permeando todas as relações dentro da escola, porque a escola é um organismo! Se algo não está bom num detalhe, esse detalhe pode afetar todas as outras relações ali existentes.

E aí, quando saí de lá, fiquei com uma vontade enorme de fazer um mini-curso de férias, sobre Psicologia Escolar, o que vocês acham?

Segue o link do questionário sobre o Mini-Curso, quem tiver interesse, responde que eu vou preparar e planejar com todo carinho um mini-curso cheio de assuntos bacanas, e procurar psicólogos tão apaixonados quanto eu para falar sobre esse universo maravilhoso que é a psicologia escolar: Questionário sobre MINI-CURSO em Psicologia Escolar

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