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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

Reflexões, notícias e novidades para te inspirar e impulsionar a realizar teus sonhos e metas. Quero te ajudar na jornada do autocuidado, ampliar autoestima, e desenvolver autoconfiança.

 
 
  • Raisa Arruda

cabelos soltos desenrolam tanta coisa…

Bom, ainda não comentei aqui, mas estou fazendo especalização em Psicomotricidade Relacional, e é algo que só alimenta e contribui para o compromisso que eu firmei com a infância, a educação, e com a minha compreensão de inclusão social. E ao mesmo tempo em que você faz o curso, você também faz uma “formação pessoal”, que nem para se tornar analista, é necessário que você passe pelo processo de análise, pra ser um psicomotricista relacional, você também passa pelo processo terapêutico. Então, o grupo que está em formação, passa por essa formação pessoal, que é como se fosse uma análise em grupo, nos moldes da psicomotricidade. Você passa pelas técnicas da psicomotricidade relacional, e vai entrando em contato com suas questões, e passa por todo o processo terapêutico (eu ainda não conheço o termo que se possa usar quando se trata da psicomotricidade, pensei em processo analítico, já que o pressuposto teórico é a psicanálise, mas como eu ainda estou no começo, não consegui ainda fazer algumas articulações…)

Esse fim de semana foi minha primeira vivência da formação pessoal, foi muito boa, mas como todo processo de terapia a resistência existe, e durante todo o percurso você está lutando com ela e contra ela. De todo jeito, a vivência me tocou extremamente num ponto muito simples: meus cabelos. Eu sempre dizia que meus cabelos  tinham personalidade, pois eles nunca ficam arrumadinhos e no lugar, mas durante um bom tempo da minha vida mantive meu cabelo amarrado. Amarrado os cabelos, amarrada eu. Foi essa a minha descoberta da experiência de sábado. Quem me conhece há muito tempo sabe que eu sempre fui uma pessoa bem expansiva, apesar da cara de abusada, falava com todo mundo, conhecia um universo de gente, e sair comigo era um saco, porque eu vivia parando pra cumprimentar alguém. E em algum momento isso se inverteu, de uma maneira muito estranha, numa vergonha e num medo de ser assim. Tive algumas dificuldades de me socializar depois que me fechei no meu grupo da faculdade, e quando o grupo se desfez, foram poucas as minhas investidas sociais. De todo jeito, eu não sinto muita falta dessa expansividade não, sinto falta mesmo era do não ter medo e vergonha de exibir quem eu era. De ser solta. Quando Hugo nasceu, eu experimentei essa liberdade de ser eu de novo, de me pertencer, apesar de estar emprestada à ele. Mas justamente por precisar me emprestar ao meu filho, como corpo, como alimento, como acolhida, foi que eu me tornei minha, só é possível emprestar ou dar aquilo que se tem, e eu só poderia me dar, se eu me tivesse. E eu me tive, no momento em que ele nasceu, eu me reconheci inteira (e eu falei disso aqui ó.), mas apesar de inteira, eu me sentia diversas vezes presa, com um medo de ir além de enfrentar, de peitar, apesar de todas as convicções; como também sentia que faltava leveza, por não me sentir livre. Inteira e pesada. Não me tocava disso, até que alguém roubou minha liga de cabelo, puxando inclusive os próprios cabelos. Como fazia tempo que eu não ficava de cabelo solto… Me deu uma saudade tão grande, me invadiu uma vontade tão grande de ser solta novamente… E quando acordei no domingo, a única coisa que eu sentia era coragem. E pra ser sincera, foi um dos melhores domingos que eu tive. E  não to falando de coragem de me empreender em alguma coisa não, to falando de coragem de ser leve, porque ao ser leve você pode flutuar, e ao flutuar você pode chegar em lugares mais distantes, mesmo que esse lugar seja em você mesma. E a coragem foi tanta, que hoje eu acordei, apesar de cansada, sem preguiça de fazer algumas coisas, e uma delas foi sair com Hugo, a Telma, e as duas cachorras, pra dar uma volta na redondeza (eu moro perto de uma avenida SUPER movimentada, numa cidade em que não existe um pingo de acessibilidade nas calçadas, e vivia usando isso e mais uma porrada de coisa como desculpa pra não fazer o que eu fiz hoje…), tudo bem que se fosse pra ir sozinha eu iria preferir ir de carro até a Unifor, sem as cachorras, pra passear com Hugo, mas de todo jeito eu fui.

Então, que passeando com o Hugo, nas proximidades da minha rua, encontrei três pracinhas! TRÊS PRACINHAS com mangueiras, cajueiros, banquinhos, e uma com parquinho… E fiquei pensando como seria massa ter uma creche “intinerante”… Onde as crianças pudessem aprender vivendo nesses espaços, e a partir da vivência, e do compartilhamento de experiências, associar conhecimentos, ter sobre o que pintar, contar e construir saberes… Não sei se faz sentido esse meu raciocinio, mas fiquei imaginando essa possibilidade. Eu já tinha um sonho de construir uma creche, agora, eu sonho em encontrar pessoas que queiram construir um espaço de cuidados coletivos, e numa outra perspectiva de educação. Eu até compreendo se a maioria das mães e pais não tenham tempo de estarem ativamente no dia a dia do espaço, por conta da carga horária abusiva que vivemos nessa lógica de produção e mercado, mas acho que um espaço em que os pais pudessem pensar e debater os caminhos pedagógicos, e não simplesmente engulir o que as escolas colocam como o melhor para o seu filho, e contribuir para essa construção, e que cada um se responsabilizasse por algo referente à educação e ao cuidado do espaço, já seria o inicio de algo novo, comunitário, cooperativo… Repensar a educação se faz necessário, basta analisar o número crescente das queixas escolares, entre elas o temível fracasso escolar! Gente, tanta criança com dificuldade de aprender não deve ser considerado comum, e normal, e ok! Tanta criança desgostosa de aprender, coisa que faz parte da infância, descobrir coisas novas, se aventurar no conhecimento, tem algo de errado na forma como as coisas estão caminhando… 

Ando borbulhando de idéias, e quando Hugo dorme, tenho pesquisado, para organizar as idéias em algo que prático. Sinto que Novembro será um mês de muita atividade (deixa só passar a seleção do mestrado, se eu tiver passado nessa prova, tenho que escrever o projeto até o dia 31/10, e como tenho um bebê em casa, essa escrita é bem lenta, por isso já comecei, pra conseguir terminar a tempo, e se eu não tiver passado, pelo menos o projeto já vai tá pronto pra próxima…)

Segue a dica, mais uma vez, de um documentário sobre as perspectivas da educação: Quando sinto que já sei

Hoje me deparei também com isso aqui, e tô desejando loucamente acesso a esse filme! Ser e vir a ser, se alguém souber onde eu posso encontrar, e puder me informar, vai ser gratidão eterna!

E mais esse relato INCRÍVEL que descreve mais ou menos o meu sonho de educação: Coletivo Casa-Escola.

Um textinho sobre desescolarização, para desmistificar o termo: O que eu aprendi com a desescolarização?

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