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Raisa Arruda

Bem estar, carreira e lifestyle

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  • Raisa Arruda

Acho que quem fala de cama compartilhada é porque ainda não teve filhos…

Antes de ser mãe eu pensava muito sobre a cama compartilhada, porque trabalhava com crianças e vez por outra aparecia esse tópico. Antes de ser mãe eu tinha muitas questões sobre a cama compartilhada, mesmo lendo várias coisas a favor e várias coisas contra. Bom, eu tinha uma opinião sobre a cama compartilhada até conhecer a Dani e seus dois filhos, até então o mais novo ainda não tinha chegado.

Quando eu conheci a Dani, uma luz acendeu na minha cabeça, e muitas questões sobre o assunto, também. A Dani é mãe de três meninos lindos, saudáveis, inteligentes e cada um vive seu tempo, cada um vive sua idade com a maturidade, brincadeiras, questões esperadas pra cada idade, e, pelo menos os dois que eu conheço e babo demais, são bastante independentes e criativos. Quando uma vez, discutindo um caso com ela, ela me falou que seus filhos dormiam na sua cama. Click! Foi aí que me acendeu a lâmpada da dúvida e uma enxurrada de questões, até porque eu vinha de uma leitura que dizia que

lugar de criança não é na cama dos pais

(Acho que quem disse isso nunca teve filhos.) Então, eu guardei a informação, e passei a observar mais. Passei a observar as relações das mães e seus filhos, as que fizeram cama compartilhada, as que não fizeram quando os filhos eram pequenos e começaram a fazer depois que o filhos cresceram, as que nunca fizeram… E sempre lembrava que a Dani tinha me dito que seus meninos dormiam na cama dela, e eles eram super independentes (e isso não foi ela que me contou, eu conheci, eu vi, acompanhei).

Uma vez numa conversa à toa, uma das lacunas sobre a cama compartilhada se preencheu: o problema da cama compartilhada não é a criança ficar dependente, ou qualquer coisa do tipo, as crianças podem ficar dependentes e medrosas mesmo sem cama compartilhada, basta uma mãe neurótica para isso, posto que a cada criança tem seu tempo para viver com autonomia e independência – se isso for permitido (salvem esse adendo).

Quando peguei a conversa à toa e comparei com as conversas com a Dani compreendi que o problema não é a criança ocupar espaço na cama dos pais, mas os pais não conseguirem lidar com a criança naquele espaço. O problema somos nós, as mães, não permitirmos que os bebês durmam nas suas camas quando eles assim o desejarem.

É a neurose dos pais que aprisiona o bebê, não é a cama compartilhada entre pais que sabem que o bebê não os pertence, que sabe que o bebê vai crescer, e aí, eu digo o que a Dani disse: “vamos nos adaptando, e caso não dê certo, TERAPIA… Ser mãe é pra ser prazeroso, e caso dê algum bode: DIVÃ!”. Não vai ser a cama compartilhada que vai causar sérios transtornos de personalidade àquele sujeito, mas mil outros fatores.

Então, eu virei mãe. No primeiro mês, Hugo dormia na nossa cama, comigo, e meu marido dormia num outro colchão, porque tínhamos medo de machucar Hugo, e aí os dois dormiam tão tensos que acordávamos mais cansados que antes, então, um mês inteiro foi assim… Hugo dormia numa caminha de viagem, em cima da nossa cama, ao meu lado. Acho que ao final do segundo mês, compramos uma babá eletrônica. E Hugo foi à noite para o seu berço, mas esquecemos de um detalhe: Hugo mama, e de noite ele acorda às 20h, às 00h, às 03h e às 5:30 para mamar.

E acho que esse detalhe foi esquecido por quem fala da cama compartilhada como um risco. Eu tentei amamentar Hugo de madrugada na cadeira de balanço no quarto dele, algumas vezes, mas bastou eu cochilar e sentir meu braço afrouxar, e acordar assustada, para repensar essa questão. Porque não só eu adormeço amamentando de madrugada, como tenho tanto sono que tirar e colocar ele do berço era uma tensão, e amamentar tensa é a pior coisa do mundo, né?

Comecei a levar Hugo pra rede, dava de mamar, e colocava ele na rede em cima da nossa cama. Estava prático, mas eu ainda tinha que ficar acordada, e se eu não durmo, meu dia vira um inferno, e o mau humor é de matar. E, corria o risco de eu com sono derrubar nosso bebê ou coisa parecida, eu tinha pesadelos com isso. Dar de mamar de madrugada estava começando a se tornar um terror. Eu tinha medo de dormir, de derrubar Hugo, de machucá-lo, de eu mesma cair, de tanto sono… Resolvi o problema de uma maneira muito simples, se eu durmo 21h, na mamada de 00h ele já vai pra cama comigo. Se eu durmo 00h, na mamada de 03h ele vai pra cama comigo. E dorme com a gente. E a noite é ótima, Hugo acorda sorrindo, porque está ao nosso lado, e é lindo, porque ele olha pra mim, depois olha pro pai, e sorri, fora que eu posso enrolar um pouco mais na cama, porque ele mama às 5:30, mas só acorda às 7h, e quando é no berço dele, ele acorda pra mamar 5:30 e não dorme de novo, nem a pau!

Os cuidados que eu tomo ao trazer Hugo para minha cama, para amamentar são os básicos, e importantes: sempre coloco um travesseiro embaixo do meu braço, e a cabeça dele em cima do meu braço para que ele fique inclinado para mamar, coloco um travesseiro entre ele e o pai, pra que o meu marido perceba que ele tá na cama e quando for mudar de posição dormindo, faça isso mais suave, e com cuidado. Tem outro detalhe, quando a gente amamenta, fica mais atenta.

Por fim, alguns links que falam sobre cama compartilhada, e que são bem interessantes:

http://paizinhovirgula.com/cama-compartilhada-nao-e-fator-de-risco-para-morte-subita/

http://paizinhovirgula.com/cama-compartilhada-os-5-grandes-mitos/

http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/03/cama-compartilhada-por-que-e-bom-e.html

http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2013/06/cama-compartilhada-protecao-amor-e.html

#camacompartilhadamaternidadesonodobebêdormircomobebê

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